segunda-feira, 11 de março de 2013

BENEDITO VERAS SALDANHA - 10/1/1933


BENEDITO VERAS SALDANHA -  10/1/1933 a 24/7/1933
Benedito Saldanha, natural de Brejo do Cruz-PB a 5 de outubro de 1898 e faleceu em Caraúbas-RN em 17 de dezembro de 1961, filho de Joaquim da Silva Saldanha (Quinca Saldanha), natural de  Catolé do Rocha-PB, nascido a 14//11/1872 e faleceu em Caraúbas a 11/06/1936) e Joaquina Veras Saldanha. Era casado com Helena Veras Saldanha, pai dos seguintes filhos: Newton, Antonio, Sebastião, Joaquim, Maria do Socorro, Maria Auxiliadora e Francisca Saldanha. Grande fazendeiro e criador, com propriedades nos municípios de Caraúbas e Campo Grande. Beni Saldanha, como era mais conhecido, no dia 18 de abril de 1933, na condição de prefeito do Apodi, determinou que dois de seus capangas trouxessem coercitivamente, o coronel Lucas Pinto até sua presença, mas precisamente no 1º andar do prédio da Prefeitura Municipal. Com a chegada do Coronel Lucas Pinto, Benedito Saldanha de posse de um exemplar de um jornal e, o enrolado em forma de bola, disse que iria fazê-lo engolir a seco as denúncias contra ele, Benedito Saldanha, contidas naquele jornal. De imediato, ouve-se uma voz advinda da escada que dava acesso ao pavimento superior, cujo eco era de autoria da pessoa conhecida popularmente “DECA DE CAVACO”, colocando  medo no valentão Benedito Saldanha, ao ver surgir aquela pessoa, este havia sido avisado por um popular. Ao chegar no salão da prefeitura, Deca Cavaco foi logo derrubando com uma rasteira a dois capangas que tentaram impedir seu acesso ao gabinete do prefeito. Ele antes de tal coragem já tinha bebido um copo  de cachaça, fato acontecido na bodega de um senhor conhecido pela alcunha de ‘CHICO CEGO”.
          Já no interior da Prefeitura Deca Cavaco de posse de um  belo punhal que conduzia à cinta e, sem meias palavras o cravou sobre a mesa, afirmando que: “Meu padrinho  Luquinha, se o senhor  tiver de comer este jornal,  você – Benedito Saldanha, também terá de comer outro. Nesse ínterim, o Coronel Benedito Saldanha estava acompanhado de seguranças, na época chamados de jagunços ou capangas. O valentão Benedito Saldanha verificando  a  grande firmeza de Deca não teve outra solução, ou seja, a de desistir de sua louca vontade e, covardemente ou reconhecedor, convidou-o para posteriormente, beberem e jogarem baralho, tendo Deca respondido-lhe que não bebo nem jogo com bandido. Retirando do recito, com cuidado, acompanhado de Lucas Pinto. De acordo com  o senhor Alaires   Dias de Freitas, o conhecidíssimo “VELHO LALÁ”, natural de Apodi, nascido a 13 de novembro de 1934,  filho de DOMINGOS FREIRE DE FREITAS, natural de Apodi, nascido  em 15/9/1899 e falecido em 7/6/1989, filho de Pedro Advincula Freire Silveira e de Querobinda Balbina de Freitas; e de Dona ADOLPHINA CÂNDIDA DIAS, natural de Apodi, nascida em 18/10/1903 e falecida em  27/4/1997, filha de Hermínio Tolentino Alves de Oliveira e de Petronila Pastora do Patrocínio,  disse-me que o Deca Cavaco era um tipo leopardo na agilidade e um lobo na agressividade.
          Obs.: No livro “APODI, SUA HISTÓRIA”, de autoria do saudoso Valter de Brito Guerra (12/08/1923 – 11/09/2002), página Nº. 57, cita  BENEDITO DANTAS SALDANHA, porém, acho  que não existe essa pessoa, pode  existir, porém, o pesquisador  deveria ter mencionado BENEDITO VERAS SALDANHA. Pesquisei bastante em Campo Grande, Caraúbas, Apodi e Mossoró e não encontrei  esse Benedito Dantas Saldanha. Portanto, o nome certo deve ser mesmo BENEDITO VERAS SALDANHA. Em Mossoró tem uma rua com o nome BENEDITO SALDANHA DA SILVA.  Atenção!!! Pesquisador MARCOS PINTO, tente elucidar esse equivoco  ou certeza provocado pelos antigos pesquisadores apodienses. Talvez, Vossa Excelência  tenha a biografia de BENEDITO DANTAS SALDANHA. Com certeza existe uma controvérsia já que o livro do saudoso Valter Guerra  no que diz respeito, de grafar BENEDITO DANTAS SALDANHA,  e não BENEDITO VERAS SALDANHA.

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